Bancos digitais: conheça os melhores e saiba quais serviços eles oferecem


Os bancos digitais estão crescendo e ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Eles vieram para suprir com tecnologia e eficiência um mercado que sofria com a burocracia nos grandes bancos.Mesmo quem já tinha se acostumado com app de celular ou Internet Banking ainda se deparava com procedimentos que não fazem mais sentido. E o pior: pagando caro por isso. Felizmente, o cenário mudou com a chegada dos bancos 100% online

Neste post, você vai ver o que diferencia um banco digital de um banco tradicional e vai saber como a tecnologia está facilitando a sua vida nesse segmento.

Também vai ver uma lista dos principais bancos digitais no Brasil e quais serviços eles oferecem. Aproveite a leitura!

O que são bancos digitais?

Bancos digitais são instituições que não possuem atendimento presencial. Também são chamados de bancos virtuais.

Da abertura da conta bancária ao esclarecimento de dúvidas, todas as necessidades dos clientes podem ser resolvidas pela internet. Sem fila, sem burocracia e sem precisar sair de casa.

São novas propostas – algumas ainda em consolidação – que estão em busca de resolver problemas como tarifas elevadas, falta de transparência, conflito de interesses, entre outros.

O objetivo é ter mais agilidade no atendimento e, assim, atingir um número maior de consumidores. Os principais serviços que eles oferecem são:

  • conta-corrente digital sem tarifa;
  • cartão de crédito, em muitos casos sem anuidade;
  • investimentos;
  • seguros;
  • consórcios;
  • empréstimos.

Quais são os principais bancos digitais do Brasil?

Agibank

Foi fundado como Agiplan em 1999, no Rio Grande do Sul. A partir de 2010, especializou-se em crédito consignado e, no ano seguinte, recebeu autorização do Banco Central para montar sua financeira.

Em 2013, passou a oferecer conta-corrente e cartão de crédito com bandeira MasterCard.

Com forte investimento em soluções de pagamento, o banco atingiu a marca de 1 milhão de clientes em 2018 e tem planos de lançar ações na bolsa.

Banco Inter

Com um aplicativo para realizar todas as transações, o Banco Inter é isento de tarifas, mesmo para transferências e saques na rede 24h.

Um diferencial é o depósito com boleto, em que, para depositar uma quantia em sua conta, basta gerar um boleto no próprio aplicativo e pagar em qualquer casa lotérica.

Tem cartões de crédito e débito internacionais sem custo adicional e também oferece os mesmos serviços para pessoa jurídica, sendo outra alternativa para PMEs.

Veja mais: Testamos o Banco Inter! Confira se a conta digital vale a pena

Banco Original

É uma das primeiras instituições a oferecer um serviço completamente digital, com a disponibilidade de cartão múltiplo (com as funções crédito e débito), e um gerenciador financeiro integrado à conta.

No entanto, não é gratuito — a isenção de tarifas só ocorre caso o cliente invista R$ 100 mil com o banco.

Assim como a Neon, é preciso baixar o aplicativo do Banco Original para abrir a sua conta.

C6 Bank

Instituição fundada por ex-sócios do banco BTG Pactual, é focada em clientes do segmento premium. Oferece conta digital, cartões de crédito e débito, empréstimos, investimentos, dentre outros serviços bancários.

Veja mais: Testamos o C6 Bank! Confira uma análise completa! 

Mercado Livre

Famosa por sua plataforma de revenda digital de produtos, a empresa passou a concentrar sua atuação em serviços financeiros. A partir de 2019, vai oferecer conta digital, conta-salário e crédito.

Neon

Para ter uma conta na Neon, basta baixar o aplicativo em seu celular e seguir os passos indicados de maneira simples e gratuita.

Não é necessário aprovação de crédito. A conta é ativada quando o cliente deposita os primeiros R$ 25.

A instituição oferece um cartão de débito internacional. Também oferece um aplicativo de gestão financeira e serviços para empresas (pessoa jurídica), sendo uma alternativa para micro e pequenos empresários (PMEs).

Nubank

O Nubank é uma startup criada em 2013 que, inicialmente, oferecia apenas um cartão de crédito sem anuidade. A fintech lançou sua conta digital no final de 2017, a NuConta, e caminha para se transformar em um banco.

Veja mais: RDB da NuConta vale a pena? Entenda a diferença

PagSeguro

A empresa, que começou como meio de pagamento eletrônico, tem atuação focada em micro e pequenas empresas (PMEs). Oferece conta digital e máquinas de cartão de crédito e débito.

Sofisa Direto

O grande diferencial do Sofisa Direto é a possibilidade de investir a partir de R$ 1 em qualquer modalidade de aplicação de renda fixa oferecida pelo banco.

O Sofisa Direto oferece cartão de débito e até quatro saques gratuitos por mês na rede 24h.

Bancos digitais dos bancos tradicionais

Preocupados com a concorrência, os bancos tradicionais também passaram a oferecer algumas alternativas no ambiente virtual. É possível ver:

  • Banco Bari (versão digital do Banco Barigui, especializado em crédito com garantia de imóvel); 
  • BB Digital (versão digital do Banco do Brasil);
  • BS2 (versão digital do antigo Banco Bonsucesso);
  • Conta Corrente Online (conta digital do Itaú). Antigamente, o banco tinha uma conta digital gratuita chamada iConta. Porém, ela foi descontinuada e substituída por uma versão paga;
  • Money Ex (iniciativa da Caixa Econômica Federal para criar um novo banco digital);
  • Next (banco digital do Bradesco). O banco também tinha uma conta gratuita, aDigiconta, que também foi descontinuada; 
  • Pag! (iniciativa digital do grupo Avista);
  • SuperDigital (conta corrente digital do Santander).

Shadow banks

Algumas instituições que oferecem serviços bancários no  Brasil não precisam de licença do Banco Central para operar.

Esse tipo de sistema é conhecido mundialmente como shadow banking (banco sombra, em inglês) e é um importante meio de inclusão financeira.

No Brasil, alguns exemplos de shadow banks são:

  • Avante: fintech que oferece serviços para micro e pequenas empresas (PMEs), como microcrédito e maquininha para cartão;
  • Banco Maré: banco digital voltado para pessoas que vivem em comunidades carentes no Brasil. Oferece cartão pré-pago e tem uma moeda própria, a Palafita, baseada em tecnologia Blockchain.

Bancos digitais de grandes lojas

Não é de hoje que grandes redes de lojas já oferecem cartão de crédito com marca própria. No entanto, algumas também estão investindo em oferecer outros serviços para seus clientes. Confira!

Banco Renner

Fundado em 1981, o Banco Renner é especializado em crédito consignado e financiamento de veículos. Em 2018, lançou a conta Soudigi+, uma conta digital que oferece cartão de crédito e débito, pagamentos, investimentos, consórcios e seguros. O pacote básico de serviços custa R$ 12,90 por mês.

Lojas Pernambucanas

A rede de lojas, que já possuía cartão de marca própria, lançou em 2019 a sua conta digital. Para abrir a conta, é necessário ir pessoalmente a uma das lojas e fazer o pedido.

A conta oferece a possibilidade de fazer pagamentos e transferências e é associada a um cartão pré-pago. Os saques podem ser feitos na rede Banco 24 Horas. Os próprios caixas das lojas também oferecem o serviço, além de receber depósitos. O pacote básico de serviços custa R$ 4,99 por mês.

5 coisas que você precisa saber sobre os bancos digitais

1 – Ir à agência bancária não faz mais sentido

Quando foi a última vez que você precisou ir a uma agência bancária para realizar um depósito, transferência ou pagamento de contas?

Boa parte das pessoas que têm conta em banco utiliza o Internet Banking. Muitos também já adotaram os aplicativos em seu dia a dia.

Segundo a pesquisa mais recente da Federação Brasileira de Bancos  (Febraban), o número de transações financeiras feitas pelo celular cresceu 70% em 2017 na comparação com o ano anterior.

A substituição da agência bancária física pelos bancos digitais é uma tendência global. Um estudo do banco americano Goldman Sachs feito em 2015  mostrou que um terço dos jovens entre 18 e 34 anos acredita que não vai precisar de um banco nos próximos cinco anos.

Metade desse grupo já vê as fintechs substituindo os bancos nos serviços mais utilizados.

2 – Banco digital é diferente de banco digitalizado

Plataformas digitais e canais interativos não são suficientes para converter uma instituição financeira em banco virtual.

É preciso atender a requisitos específicos e, essencialmente, oferecer um serviço que dispense totalmente a presença do cliente na agência bancária.

Do contrário, pode-se considerar que trata-se apenas de um banco digitalizado e não de um banco digital.

Para diferenciar os dois casos, a Febraban destaca três características principais dos bancos digitais:

  • processo não presencial: captura digital de documentos e informações do cliente e coleta eletrônica de assinatura;
  • acesso a canais eletrônicos para todas as consultas e contratação de produtos;
  • resolução de problemas por múltiplos canais sem a necessidade de ir à agência.

3 – Bancos digitais promovem a inclusão bancária

Milhares de brasileiros ainda não têm conta em banco, nem mesmo poupança. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esse grupo de pessoas é de aproximadamente 55 milhões de pessoas.

O papel dos serviços financeiros que estão sendo desenvolvidos pelos bancos digitais é fundamental para reverter esse cenário.

Com uma proposta mais prática e acessível, esses negócios podem promover a inclusão bancária, viabilizando a utilização simplificada do dinheiro, o controle dos rendimentos, a poupança e até fazer investimentos.

Para os empreendimentos de alto impacto a perspectiva é igualmente vantajosa. Os desbancarizados não têm conta, mas têm dinheiro. E não é pouco!

O IBGE calculou que essa população tinha renda anual de R$ 665 bilhões, o equivalente ao PIB do Chile, na época do levantamento.

O Banco Digital da Maré, por exemplo, é um projeto que busca promover a inclusão no sistema financeiro da população da Comunidade da Maré, uma das maiores do Rio de Janeiro.

O serviço bancário é oferecido por meio de um aplicativo que transações bancárias como pagamento de contas e transferência de valores.

Apostando na tecnologia blockchain, o Banco Digital da Maré criou a moeda digital “palafita”, desenvolvida exclusivamente para uso na comunidade. Os usuários do serviço conseguem fazer compras no mercado local usando a criptomoeda.

4 – Bancos tradicionais estão investindo cada vez mais em serviços digitais

Os bancos tradicionais estão investindo cada vez mais em inovação, pois já perceberam que a transformação do sistema financeiro é inevitável.

A Pesquisa de Tecnologia Bancária 2018, da Febraban, revela que em 2017 o setor financeiro investiu R$ 19,5 bilhões em tecnologia. Esse valor representa um aumento de 5% em relação ao ano anterior.

Um item apontado pela pesquisa foi o maior ritmo de adoção de agências digitais, com atendimentos por meio de chats, telefone, e-mail ou videoconferência. O número dessas agências triplicou em relação a 2016: são 373 agências em 2017, ante 101 no ano anterior.

Com a revolução do setor financeiro, instituições bancárias convencionais estão criando seus próprios bancos digitais. Em 2017, por exemplo, o Banco do Brasil lançou o BB Digital e o Bradesco, o Next. Ambas são iniciativas que se enquadram no conceito de banco digital

5 – Bancos digitais já têm milhões de clientes

O número de clientes de bancos digitais já cresceu bastante no Brasil, apesar de a novidade ser relativamente recente.

Um deles é o Banco Original, criado em 2008 como Banco JBS. Em 2016, o Original lançou as operações como banco digital.

Outra instituição que se destaca pelo número de clientes é o Banco Inter. Depois de atuar por 23 anos como Intermedium, mudou de nome em 2017 e lançou ações na bolsa de valores em abril de 2018, tornando-se a primeira fintech listada na bolsa de valores brasileira, a B3.

A maior vantagem dos bancos digitais é a economia de tempo e de dinheiro, afinal muitos serviços já são gratuitos. Assim, você economiza na hora de usar os serviços e pode até investir seu dinheiro por meio dessas plataformas.

E você? Já tem conta em algum dos bancos digitais? Deixe aqui nos comentários a sua experiência. 

Fonte: https://blog.magnetis.com.br/bancos-digitais/

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